terça-feira, 18 de novembro de 2014

16

Tento eu a calma que penetra em mim, que acalma
claramente quando o céu anoitece.
Como se o desenho essencial na palma pudesse ver
o todo de minhas mãos, e se refizesse.

De uma pequena cascata canto um pouco, entrementes
para esconder-me comovida...
Sinto a presença ausente, e assim
pelo espaço vivo sorvida.

(Rilke enfermo)

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